Bancos já correm atrás de incorporador para oferecer crédito

Aumento na demanda por imóveis faz prática comum, de empresas procurarem recursos em instituições financeiras, se inverter.

 

A recuperação do mercado imobiliário e a expectativa de aceleração do crescimento daqui para frente tem criado uma situação inusitada: os bancos é que começaram a correr atrás das incorporadoras para oferecer empréstimo para a construção de novos empreendimentos, de acordo com o economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, que também é presidente da comissão imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). “Os bancos é que têm procurado o incorporador”, destacou Petrucci, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

 

No acumulado de janeiro até agosto, os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança registram alta de 26,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi mais intenso nas concessões voltadas às incorporadoras para construção, que subiram 47,2%, enquanto os empréstimos para consumidores realizarem a compra aumentaram 20,9%, segundo levantamento da consultoria Tendências. “Mas o incorporador também continua procurando os bancos”, ponderou Petrucci. “Tudo isso é uma resposta ao aumento da demanda por imóveis”, explicou.

 

O maior aquecimento do setor é uma consequência direta da redução da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), que levou os bancos a cortarem os juros do crédito imobiliário. A Caixa Econômica Federal anunciou esta semana corte de até 1 ponto porcentual nas taxas de juros para financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A menor taxa de juros cobrada pela Caixa passará de 8,50% mais a Taxa Referencial (TR) para 7,50% mais TR. A maior taxa vai de 9,75% mais TR para 9,50% mais TR.

 

O movimento do banco estatal, maior financiador do setor imobiliário no País, veio após anúncios do mesmo tipo pelos concorrentes dias antes. O Bradesco anunciou taxa mínima de TR + 7,30% ao ano, o Itaú fixou sua taxa mínima em TR + 7,45% e o Santander, TR + 7,99%.

 

O representante do setor imobiliário ainda elogiou a iniciativa do Banco Central de constituir uma plataforma para dar transparência às finanças dos empreendimentos imobiliários em construção no País. Batizada de Block, a plataforma trará dados auditados sobre o volume de venda de cada projeto e o fluxo de pagamentos para cada uma das unidades, entre outros itens.

 

A inclusão de dados pelas incorporadoras será voluntário. O objetivo é dar aos bancos maior visibilidade sobre os empreendimentos, facilitando a decisão de liberar ou não crédito para as obras. Isso servirá para empresas de pequeno e médio porte, segmento onde as regras de governança de cada projeto são mais frouxas. Na dúvida, os bancos fecham as portas para esse tipo de empresa. A perspectiva é que o Block esteja no ar no primeiro semestre de 2020. “Há milhares de pequenas e médias empresas que não conseguem financiamento. Essa ferramenta vai abrir caminho para muitas delas”, estimou Petrucci.

 

fonte: Terra

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Hard Rock Hotel está chegando no Ceará.A Praia da Lagoinha jamais será a mesma!

Prepare-se para uma experiência única no mais novo Hard Rock Hotel & Resort Fortaleza. Localizado na Praia da Lagoinha, no município de Paraipaba, apenas a 1 hora de carro do Aeroporto Internacional de Fortaleza. A inauguração está marcada para agosto de 2020.

 

 Complexo Hard Rock Hotel Fortaleza terá parte das unidades comercializadas no sistema fractional, de cotas compartilhadas. O conceito, comum nos Estados Unidos, ganha força no Brasil e permite que uma pessoa adquira uma fração do imóvel para usar por determinado período todos os anos. Podem ser duas, quatro ou oito semanas, por exemplo, com serviços de hotelaria, e ainda fazer intercâmbio com resorts da rede. O Hard Rock Hotel está em 177 cidades de 69 países.

Na prática, o usuário estaria adquirindo um apartamento para usar por um tempo, mas sem ter de arcar com os custos de manutenção, como condomínio e energia. Outras pessoas também podem utilizar o mesmo imóvel em épocas diferentes, caso adquiram a fração.

O projeto do Hard Rock Hotel Fortaleza, o primeiro no Nordeste, prevê 227 quartos e 174 unidades residenciais. Os quartos são faturados pelo modo tradicional de diárias, mas 70% será comercializado pelo sistema fractional. As casas têm tamanho médio de 300 m² e os apartamentos de 100 m².
O complexo contará com cinco restaurantes internacionais, auditório de 1.322 m² para o mercado corporativo, experiências características dos hotéis da marca como Rock Spa, Lobby Bar, Grab N’ Go, um Body Rock Fitness Center e uma Rock Shop, além de heliponto e uma praça inspirada no lendário Festival de Woodstock, com pontos para fotos.

 

Atualmente, o empreendimento está com 65% das obras de estrutura concluídas e 42% da parte de alvenaria. O investimento previsto é de R$ 178 milhões, fora aquisição do terreno, cujo valor não foi divulgado. Samuel ressalta que um dos diferenciais é que toda a operação será feita diretamente pelo grupo norte-americano Hard Rock. “No Brasil, apenas Rio de Janeiro e São Paulo têm algo similar. Aqui no Nordeste será a primeira operação de uma rede deste porte”, diz Samuel Sicchierolli –  fundador, acionista e CEO da Venture Capital Investimentos (VCI), grupo responsável por trazer a marca ao Brasil.

 

Fonte: O Povo